quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A flor de lótus



A flor de lótus
Graciosa deusa de pétalas macias,
Imaculada, surges em meio às águas
Simbolizando a essência feminina .
Botão em flor, infinitas possibilidades.
Exposta em rara beleza tens o dom da
Criação. O universo a teus pés.
Não fique rubra, bela dama, amor
Incondicional ainda existe.
Com tal vestimenta azul não posso ver
Os teus olhos, revela-me o mistério.
Inebriado quero ficar, olvidar a dor,
Criar asas, voar para junto de ti e renascer.
Tânia Mara Camargo

Passageiro eterno

Passageiro eterno

A jornada nunca termina.
Toda vez que olho para o céu e
Vejo os astros num pisca-pisca longínquo,
Meu infinito pensamento viaja.
Que sou e para onde vou?
Sigo sem malas, porém com bagagem.
Toda noite bilhões de pontos interagem
Com meu corpo e percebo que sou parte,
Uma onda na frequência universal.
A questão é simples, posso ser poeta de
Nova era, e por que não? Pelo poder da
Palavra, a essência da in-formação será
Acessada a qualquer instante em qualquer
Lugar basta conectar-se ao vácuo.
Paradigma literário. Atualizando o feedback.
 Assim transformo hoje a minha trajetória, e lá
No fundo, onde o quark pode ser detectado uma
grande roda gira e aponta para o meu
Ser, indo e voltando... Indo e voltando, a jornada
Nunca termina!
Tânia Mara Camargo

terça-feira, 18 de outubro de 2016

ET-ETC-E-TAL



ET –ETC- E –TAL

010000100110010100100000011100110111010101110010011001

Inseri códigos binários  captados em
Ondas de marés de possibilidades, no
Meu “neuro-sistema” cordeiro.
Pragmáticas cores e tons eram despejados
De meus olhos, fontes de luz.
Tantos átomos se repelindo...
Um elétron mudou sua órbita quando o
Cosmos  fez o chamado.
Estava em um holodeck, caminhando às cegas,
Numa realidade lúdica, matrix.
Até quando?( Meu consciente lúcido perguntou).
Tomei a pílula certa?(Meu cérebro perguntou).
E na dúvida, alcei o voo da águia rumo a novos
Horizontes, afinal um ET bem informado viaja
entre paralelos sem sair do chão.



Tânia Mara Camargo

O Universo

Novos tempos, nova realidade

Universo

O universo tem olhos azuis e veste-se na mais fina seda branca.
Tem encanto e graciosidade numa realidade próxima.
Portais entremeados de luz espectral habitado por anjos
Querubins e serafins.
E espera com  a paciência de um bardo com sua lira
Entoando canções devocionais, pelo amor incondicional.
O universo tem um sorriso branco e olhos de infinita paz.
Tem planetas girando, estrelas luzindo, atalhos de espaço-tempo,
Gente subindo, gente descendo, naves decolando, gente
Inventando guerra, gente distribuindo amor.
Tudo isso dentro de um grande útero onde nasce a poesia.


 Tânia Mara Camargo

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Yole


Tal encanto seguiu-me ao viver

Mirar teus olhos claros e sorrir
Em cada despertar mais te querer
Princesa um de nós precisou partir
E fui... Leveza que impele um ser
Pudesse secar teu pranto e infringir
As leis supremas para renascer
Ter-te pela eternidade e porvir.
Quiçá pudesse vislumbrar o sentir
Que me fez poeta alhures, tardio
Devotado e enfeitiçado a reincidir
O amor que pela vida se fez fluir
Em nossas almas o toque luzidio
A percorrer o seu caminho, colorir!

Para Yole e Boaventura Mendes Pereira 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Memórias

Jundiaí, 22 de julho de 2014

  1. Memórias

    Pensar no fino toque do piano
    Arrebatando o coração pulsante
    Dancei na lira das horas, o plano
    Fazer de ti meu belo e doce amante

    Pensar que tudo se foi... Poderia ser
    Só que o tempo algoz, fora dantes
    Um amigo fiel e muito constante
    Que me fez naqueles braços morrer

    Desgastando sentires, os desenganos
    Vão as notas musicais inebriantes
    Buscando lágrimas, vão-se os anos...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Saudades

Oswaldo Camargo
09-08-1932    + 18-06-2012


Oswaldo, meu pai , foi jogador pelo corintinha de Presidente Prudente, morou em Marília, Bauru e Jundiaí.

Era gráfico de profissão. 
Deixa uma família numerosa, cinco filhos, netos e bisnetos.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dama das flores



Dama das flores

Chamas por mim entre a batalha
Onde a espada é algoz do destino
Cavalheiro  em andanças, não falha
Certeiro nos golpes, não o subestimo.

No cimo dos meus pensamentos
Encontro-o afável, amoroso
Mãos sutis, dono de encantamento
Avançando  a linha, é  tão perigoso

Desabrigada de meu pudor
Nua em flor exalando perfumes
Minha face  em pleno esplendor

Lua sem fase definida em fulgor
Olvido-me  dos meus queixumes
Para viver  em paz com o amor!

Uma moça chamada Juventude

Uma moça chamada juventude!

Escapam por entre dedos a luz da catedral
A moça segue pela escadaria com seu véu
Que olhos são aqueles que me fazem lembrar
Do olhar meigo de minha mãe  quando parti

Um perfume doce de flores recém- colhidas,
Flor da flor de campo, a caminhar pelas ruas
Meu pensamento a  perseguir...Recordações!
Creio que ela é um anjo que Deus enviou

Lembranças tantas invadem minha alma
A poesia  torna-se fantasia feminina
Na rima dos passos cadenciados da dama
Angelical, elevo-me ao imenso  azul céu

Perdida na claridade encontro o passado
Estrelas abraçam-me maternalmente
A lua veste-me de fios prateados
Vejo então o futuro:

Os anos dourados da minha velhice
Num livro que a vida fez escrever
A moça então sorri  e me diz adeus
O tempo passou  na leveza de uma pena
Das asas dos dias em que me esqueci
Que a vida é uma dádiva!





quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pedra e flor



Vem a flor, vem a pedra
Sons de primavera olorosa
Silêncio de alma, pedra


Vem a chuva, vem o sol
Lágrimas sentidas, pedra
Abrem-se as feridas


Vem o dia, vem a noite
Sonhos e quimeras,...
No escuro a morte me espera!
.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

Pedra no caminho atrapalha
Descalça piso nas minhas dores
Horrores do dia da batalha
Tudo perde o sentido, as cores


Os olhos extremados e poalha
Nos canaviais silêncio e vapores
Poderoso é o fio da navalha
O que será dos meus amores?

Amanhã não haverá caminho
Nem lágrimas para derramar
O amanhã chegará de mansinho

Não disse adeus ao meu vizinho
Estou só e tenho um voo a alçar
Irei mesmo sabendo do torvelinho!

Esse poema foi feito em homenagem a Leyla Quintana, poetisa salvadorenha, que partiu
na flor da idade.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Carruagem do destino


Carruagem do destino


Hoje meu nobre senhor
Fidalgo dos sonhos meus
Não tenho olhos nubentes
Trouxe minha alma ferida
Pelas incertezas desta vida

Estive por estradas inócuas
Sem muitas pretensões e afãs
Busquei amores e vi a perfídia
Se chorei já não me lembro...
Sei apenas que vivi além

Além do paraíso almejado
da suposta felicidade e em
frivolidades perdi a juventude.
Um fio de esperança sobrevive.
Talvez a carruagem do destino
nos alcance em tempo...
Talvez, talvez....Recomeçar!

Presságio


Presságio

Eis o momento em que o silêncio
é o principal personagem
Ele me olha por horas, sombrio
Paciente por vezes...Bobagem

Tento deter o tempo fugidio
Arrepios de futuro me sacodem
Agulhas finas num corpo vazio
Penetram a alma e me dividem

Seriam os poetas seres mágicos?
Sofrem de dores indizíveis
e no final tudo tem que ser trágico?

Será que a vida é um adágio?
A passos lentos e incansáveis
escrevo minha estória...Presságio!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amor amante



Quem sou eu depois de tanto tempo?
Sou água obediente correndo mansa
Sou terra mãe espalhando sementes
Sou luz que emana dos olhos teus
Sou céu estrelado quando sorrio.

Perguntas se ainda há amor?
Digo: imensurável como o mar
sobrevive em meu peito amoroso
toda a ternura, a fascinação d'antes
Sou aurora quando desperto do sonho
sou anoitecer quando em teus braços

Calas-me então com um beijo demorado
Inebriado ante minha sincera confissão
Meus olhos perdem-se no infinito...
Não sei do futuro, sei que apenas hoje
sou aquela mesma menina esperança
que tu juraste amor e que com ela se casou!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Claudia Lars


Claudia Lars

Rosa gris que cresce na profundidade
Nas pedras calcinadas pelo tempo
Os espinnhos não lhe tiram a beldade
Tão pouco a vida foi um passatempo

Talvez chegasse a ti um belo rapaz
em formosura de vestes espectrais
Desinibida tu o beijaria voraz
Olvidando-te de todos os teus ais

Tu fugirias em busca de mais poesia
Com a graciosidade da flor acesa
Umedecida pela noite de mil fantasias

O vento vibraria com força, em demasia
Tua pétalas macias com toda leveza
Exporiam aquilo que faz cantar a cotovia!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Simplicidade





Simplicidade


Simplicidade encontro na natureza
o silêncio das pedras em contraste
com o gorjear dos pássaros, beleza
Águas nas corredeiras sem devaste

Correm ansiosas, busca oceânica
E o mar as espera de braços abertos
Encontro de mel e sal, a botânica
marinha se enriquece, mar referto

A zoologia se fortalece com moluscos,
invertebrados e tantos habitantes
que sobrevivem em águas profundas

Simplicidade encontro na noite, o fusco
projetando a branca lua, dama reinante
por entre estrelas, paisagem rotunda

Simplicidade encontro no solo, na terra
Chão que fez brotar a vida, nossa vida
As flores que ornam os campos, as serras

Que enfeitam e perfumam o existir
que nos acompanha também ao partir
Simplicidade em tantas minúcias porvir!