quarta-feira, 25 de julho de 2018

AMNÉSIA


AMNÉSIA

Irreal é o tempo mas assombra meu frágil corpo
Sei que sou mortal, holográfica, personagem
Poesia descabelada, desprovida de anticorpo.
Exaltada atriz no cenário da picaretagem

Passam memórias pelo flash do cérebro sabotado
Sons e percepções na noite constelada
Meus lábios açaí com batom desbotado
Num sorriso irônico sabendo-se um nada

Os algozes engendram os planos, os acordos
Eu travo uma batalha para não os favorecer
Mas sou humana apenas um boi gordo

Amnésia temporária, sou um ser inculto
Mas vou evoluir sem plasmar, crescer
Talvez assim saia daqui, salvo indulto!

Tânia Mara Camargo

sábado, 18 de novembro de 2017

Num acorde de guitarra, acorde!



Ontem foi um acaso, é relevante?
O tempo é uma metáfora inexistente
As estrelas estão sempre ao alcance
Viagens astrais, universo tão presente

E vim como um acorde de guitarra
Num blues de um dia tão azul
Partículas numa alma que se agarra
Para ser, estar, viver no Paul

Pegadas na calçada confirmam, existo
Sou um ser divino num mundo caótico
Explicito terráqueo como o previsto
Preferia ser anormal, robótico

Poderia ser um Et de qualquer galáxia
Oh! Diriam os sábios é tresloucado
Mas sei é culpa da dislexia

Por falta de raciocínio lógico, néscio
Vou em frente seguindo os átomos
Na ilusão de ser um ente cônscio!

Você é assim



Encosta tua boca no meu pescoço
Provoca em mim íntimos desejos
Deixa-me louca por teus beijos
Fala baixinho, você é assim

Fala tudo aquilo que gosto, você é assim
Fala baixinho por entre meus cabelos
Arrepia meus pensamentos
Desequilibra meu corpo com estes
Olhos de homem menino
E saí devagarzinho feito um gato
Eu saio do salto não consumei o fato

Moço bonito de sorriso inocente
Sou a lua, mulher somente
Sertaneja e autossuficiente
Mas me detenho me faço carente

Fala baixinho...

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Uma dama vestida do sol


Uma dama vestida do sol


Quando a dama vestida do sol
Estiver prestes a parir
A lua estará abaixo de seus pés...
-.-.-.-.-.-.-.-.--.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Em órbita os sonhos do amanhã
Podem revelar-se em pesadelos
Vivemos num imaginário de afãs
Indiferentes à realidade, há desvelo
Ocultam a verdade através de flagelos

Notícias plantadas, diversões vãs
Somos artistas do palco terra, paralelo
De outras dimensões, somos sinuelos
Gado manso vivendo apenas de farelos

Está próximo a arrebatamento coletivo
Em poucos anos seremos lembranças
De uma poesia concreta com objetivo

Elevar a mente e alma com perseverança
Viver com alegria e acreditar em si mesmo
O universo nos proporciona amor, a herança!

Tânia Mara Camargo - 03-08-2017


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TRANSIÇÃO


TRANSIÇÃO

Não mencione os nomes
Aprisionados vivemos na bolha
Envenenados, enganados e há fome
Porém, para despertos há escolha

Acorda para a hegemonia vigente
Somos almas distintas, temos poder
Há uma luz dentro do peito latente
Uma cegueira que não nos deixa perceber

Quão belo é o universo e a fonte criadora
Que nos trouxe para iluminar a escuridão
Que nos permite engendrar vida inspiradora

Há um perfume de flores astrais lá fora
Cores indizíveis, tons puros, anunciação
Transição impossível detê-la agora!

Tânia Mara Camargo 02-08-2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Poesia real

Poesia real

Os cabedais são fonte de aprendizado
Mas eles dizem de uma transição iminente
Tantas galáxias, tantos planetas habitados
E aqui viemos parar em missão combatente

A poesia que trazia no bolso partiu
Sem aromas, nem cores, deixando o vazio
Não cultuo a deusa lua e outros que incutiu
Deuses e Mestres com retórica pueril

Nada é mais avassalador do que a verdade
Não temos memórias de outras vidas, enganados
Não temos vontade própria, somos manipulados

Temos então obrigação de ser feliz
Representar bem nosso papel, atores
Afinal na matrix o alimento é o medo,
A incerteza, a raiva, a ganância...

Tânia Mara Camargo
01-08-2017



sexta-feira, 28 de julho de 2017

PROJEÇÕES

PROJEÇÕES

Das horas em que pensou no viver
Desfolhou muitas margaridas ao vento
Injustificados momentos a mirar o éter
(A tal hipotética propagação eletromagnética)
E na fonética do tempo veio o discernimento

Despiu-se da vaidade num átimo de lucidez
Alçou um voo a outras dimensões astrais
Tanta cor inusitada, tanto a dizer, mas a mudez...
Como falar ante tantas provas cabais

Pensou em fixar-se por lá eternamente
Voltar para a bolha seria degradante
Terráqueos não são benevolentes

Raros pensam no próximo amorosamente
Poucos sabem que o amor é radiante
E a maioria habita uma ilusão frustrante...

Tânia Mara Camargo
28-07-2017





quinta-feira, 27 de julho de 2017

Manipulando a massa

Manipulando a massa


No limiar tênue da terra oca
Brotam espinhos da manipulação
O gado pasta néscio, tudo é taboca
Há um matrix que desvia a atenção

As chaves da razão divergem
Nova era de enganos e insensatez
Transição planetária, a muitos urgem
Não para nós, tudo é uma grande estupidez

Há um despertar iminente
Sem crenças, medos, alforria
Podemos nos defender dos oponentes

A luz que somos é preeminente
A alegria deve ser a meta, basta a bisbórria
A mudança já se faz presente, é iminente!

Tânia Mara Camargo
27-07-2017


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Realidade Nua

REALIDADE NUA

Esquece o relógio da ignorância
Desperta enquanto é tempo
Para viver há que se ter relevância
Saber-se terráqueo livre da ganância

Sem alternância para o fato, lamento
O planeta é feito de muita arrogância
E em exéquias insistem no argumento
De que viver é uma luta, pura jactância

Para ser poeta nesta página holográfica
Não é necessário ser oniciente
Basta apenas inspiração, manter-se a tática

De que o perfume da razão apaga os versos
Criados na singeleza de um coração amoroso
Ante a realidade nua de um grande universo!

Tânia Mara Camargo
26-07-2017


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Batalha

Caros Leitores,

Estou numa grande batalha para não perder a visão.
Não serei vencida.

Vou até o fim e vou escrever mais e mais.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Poemas feito às cegas

Poemas feito às cegas

Num ritual de acasalamento
Minha íris tenta unir-se ao universo
Tantos amplexos e reversos soltos na
Linha imaginária do equador.
E estou cega, de orgulho, vaidade,
Ganância e afins.
Não aprendi nada sobre escuridão,
Pensei sempre na luz celestial.
Apesar das perseguições constantes
Desta nefasta senhora chamada ilusão,
Vivi com devaneios poéticos de um mundo
Perfeito, regado por raios solares e uma lua
Amante. Deveras confesso meu engano.
Neste calabouço, uma bolha holográfica,
Sou artista, represento meu papel de ser
Humano com destreza. Ora, tenho todos os
Defeitos, virtudes, e o pior: acredito no amanhã

Reluzente.
Tânia Mara Camargo

quarta-feira, 31 de maio de 2017





Nuvem negra

A felicidade é igual a fumaça do cigarro
Depois de tragá-la  desaparece num jaz
O que você faz com um belo carro?
Por um minuto a beleza o satisfaz

Jamais pensou na minoria incapaz
Gente morrendo de fome lá atrás
Gente morrendo por descaso, tanto faz
Orbe onde a ganância impera, é tenaz

E no tanto faz egoísta o riso é falso
As aquisições são temporárias, óbvio
Constroem no diário o cadafalso
Forca provocada por gravatas de ócio

Eu ainda não falei das flores artificiais
Nem das luzes de neon no palco da vida
Ilusões e glórias de alguns tão superficiais
Que obterão apenas a passagem de ida.

Na rotina diária o golpe vai à galope
Coices tantos que pobre dos animais
Comparados a essa gente que lidera o ibope
Os brasileiros? Esses não desistem jamais!

terça-feira, 30 de maio de 2017



Coma

De tanto levar pedradas aprendeu
Escorregou tantas vezes na verdade
Fraturando  a razão e não percebeu
A realidade atroz de uma cidade

Eram tantos zumbis indo e vindo
Tanta maldade à espreita de vítimas
E o riso constante dos algozes

Mas a pancada certeira doeu
Esteve em coma ilusória por dias
Viu-se numa dimensão estranha

E lá fixou morada  por muito tempo
Até que apagou a luz do abajur
Despertou e não mais se teve notícias

Cala a boca!




Cala a boca!

Cala a boca disseram os reis da terra
Aceita a realidade ilusória para viver
Assim termina um conto que aterra
Impõe  ao escravo, mostra o poder

Que dizer de uma bolha utópica
Onde o engano é a perfeita lei
Direi no silêncio aquilo que sei
                            Mas não escreverei, não mais!




#é o trato#bocafechada

O vento levou!

O vento levou!


Imprecisos dias de indecisão e agonia
Tudo era incerto, girava a roda sem parar
O ser confuso passou a viver em letargia
Ameaças iminentes, alma a dilacerar

Passo a passo de uma falsa acusação
E diriam os mais cultos: _ Culpado!
É tanta “maracutaia” e embuste em ação
Que  até a vã filosofia foi ultrajada

Os poderosos e as gravatas alinhadas
Saem incólumes, livres como pássaros
E o ser fraco e oprimido é o condenado

A cega justiça segue a passos caros
Lentamente a deteriorar a criatura
Provas são cabais, metáforas ao vento!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Lilás





Lilás

Pois se dos lilases de um céu imenso
Olvidara-se por manter-se em cegueira
De um véu  que trazia de outros tempos
Semeadura de uma vida embusteira

Apegara-se aos cabedais ilusórios
Aparatos de fino trato e crenças
Beleza exterior com tais acessórios
A provocar a falsa alegria, a doença

Atravessou as linhas escuras do fútil
Percebera-se vazia, sem esperança
Havia dentro do peito o querer ser útil

Sentira a fagulha interior, divina presença
Soltou ao universo a verdade fértil
Encontrou enfim a paz, a bonança!

Tânia Mara Camargo




terça-feira, 4 de abril de 2017

Vida Nova

Vida Nova

Abandonou os velhos preceitos
Destarte havia um grande apego
Retirou a venda dos olhos insatisfeitos
Despediu-se daquele ilusório ego

Revirou as páginas de registros
Cujo marcador de tempo apontava
Todas as vidas passadas ao som de sistro
E no peito uma luz intensa aumentava

Descobriu-se um ser iluminado
Cuja missão é de velha alma
Ensinar tudo o que está predestinado
O plano é denso e que nada é agalma!

Não somos estáticos, temos vida
Temos o dom da alegria e do amor
Levar tudo à debalde gera dúvida
O óbvio está ao alcance, enterra o temor!