quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cumplicidade




Cumplicidade

Bradam os ventos ao norte,
A sorte vem vestida de luz
Másculo, cavalheiro forte
Boca minha...Mel alcaçuz

Arrepios surgem no ventre
Eréteis formas se produzem
Minhas coxas pedem: entre!
Gemidos e gozos vertem

Minha carne arde, me invades
Veias dilatas, meia fina desfiada
Calcinha molhada, desvaidade

Silêncio faz o vento na cidade
A lua põe-se em rubor desconfiada
Que o sol emprestou a pomada!

Cumplicidade




Cumplicidade

Bradam os ventos ao norte,
A sorte vem vestida de luz
Másculo, cavalheiro forte
Boca minha...Mel alcaçuz

Arrepios surgem no ventre
Eréteis formas se produzem
Minhas coxas pedem: entre!
Gemidos e gozos vertem

Minha carne arde, me invades
Veias dilatas, meia fina desfiada
Calcinha molhada, desvaidade

Silêncio faz o vento na cidade
A lua põe-se em rubor desconfiada
Que o sol emprestou a pomada!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Amor de salvação




Amor de salvação

Visita-me a morte e nesta hora
Em que nem os cães latem
Despeço-me, vou-me embora
Vês? As inspirações me impedem

Meus olhos de Safo não fecham
As portas teimam em abrirem
Debaixo da cabeleira negra calam
Os lábios trêmulos para não ferirem

Suposto fantasma a criar versos
Incinerando os credos e o ateísmo
Deixando para todos meus amplexos

Espero que tu me tires do abismo
Com os braços de Átis. Fora reversos!
Entendeste? Emprego de eufemismos!
********************************************

Safo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura por alguma outra definição de Safo, consulte Safo (desambiguação).



Busto com a inscrição Safo de Eressos (Sappho Eresia), uma cópia romana de um original grego datado do século V a.C..
Safo (em grego: Σαπφώ, transl. Sapphō) foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural no século VII a.C.. Nascida algures entre 630 e 612 a.C., foi muito respeitada e apreciada durante a Antigüidade, sendo considerada "a décima musa".[carece de fontes?] No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas, e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos.


Índice

[esconder]

[editar] Registros históricos e biográficos

A biografia de Safo (Psappha, como a própria assinava no dialeto eólico), é um tanto controversa. e muito do que se diz a seu respeito está envolto em lendas (inclusive suas relações com mulheres). Nasceu em Eresos, uma cidade da fértil ilha grega de Lesbos entre 630 e 612 a.C., tendo mudado-se para Mitilene, sua capital e principal cidade, ainda menina.
Já em 593 a.C. figurava dentre os aristocratas deportados para a cidade de Pirra (também na ilha de Lesbos) por conspiração. Safo já tomava parte da vida pública (na política e na poesia) aos 19 anos. O ditador Pitaco, temendo-lhe a escrita, condenou-a a um exílio mais distante, fora da ilha de Lesbos.


Ilustração representando Safo.
  • Sobre tal exílio: Era Pitaco ditador de Mitilene, a maior das cinco cidades de Lesbos. Os comerciantes e cidadãos menos abastados derrubaram a aristocracia, fazendo de Pitaco o ditador, nos moldes do seu contemporâneo e amigo Sólon. Tentando a retomada do poder, os aristocratas conspiram, e são novamente derrotados, sendo exilados seus líderes, dentre os quais o poeta Alceu e Safo. Alceu teria sido um poeta que mesclara sua arte com a política, num estilo todo próprio que se diz alcaico e teria sido, certamente, mais conhecido não tivesse ao lado a grandeza de Safo... No primeiro exílio, em Pirra, consta que Alceu tenha lhe enviado um convite amoroso: "Oh pura Safo, de violetas coroada e de suave sorriso, queria dizer-te algo, mas a vergonha me impede."

Não se sabe se este affair teve conseqüências, mas que Safo respondera-lhe, então: "Se teus desejos fossem decentes e nobres e tua língua incapaz de proferir baixezas, não permitirias que a vergonha te nublasse os olhos - dirias claramente aquilo que desejasses". Alceu dedicou-lhe muitas odes e serenatas.
Por volta de 591 a.C. parte para a Sicília. Naquela época casou-se com um rico comerciante de Andros que, falecendo em breve, deixou-lhe uma rica herança e uma filha, Cleis, que a mãe assim definia: "dourada flor que eu não trocaria por toda a Lídia, nem pela formosa Lesbos".
Após cinco anos exilada, volta para Lesbos, onde logo se torna a líder da sociedade local, no plano intelectual. Sedutora, não dotada da beleza na concepção grega da época (embora Sócrates a houvesse denominado "A Bela"), Safo era baixa e magra, olhos e cabelos negros, e de refinada elegância, viúva e vivendo numa sociedade não tinha regras morais como hoje se concebem.

[editar] A escola de Safo - o amor em Lesbos



Safo, por Klimt
Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da História. Ali as discípulas eram chamadas de hetairai (amigas) e não alunas... E a mestra apaixona-se por suas amigas, todas... dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos:


"Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz
mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado,
te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz
e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante
para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer
dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja
para que, como por magia, minha voz emudeça;
sim, basta isso, para que minha língua se paralise,
e eu sinta sob a carne impalpável fogo
a incendiar-me as entranhas.
Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas
soa-me aos ouvidos;
o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...)
A aluna foi retirada da Escola por seus pais, e Safo escreve que "seria bem melhor para mim se tivesse morrido".

[editar] A morte controversa



Safo, por Charles-August Mengin (1877)
Tantos milênios passaram-se após a vida desta figura feminina excepcional, que a humanidade viveu momentos de glória e desprezo sobre sua arte e personalidade. Em 1073 de nossa era suas obras, junto com as de Alceu, foram queimadas em Constantinopla e em Roma. Mas foram redescobertas poesias dela em 1897.
Safo foi chamada de "cortesã" (prostituta), por Suidas. E contavam que havia se suicidado pulando de um precipício na ilha de Leucas, apaixonada pelo marinheiro Faonte - fato que é descrito também em Menandro, Estrabão e Ovídio. Mas há consenso de que isto seja verdadeiramente mítico. Escritos sobreviventes dão Safo como tendo atingindo a velhice, e o certo é que não se sabe como nem quando ela morreu, sendo considerada por alguns a maior de todas as poetisas.

[editar] Honras a Safo

Sua poesia era considerada das mais sublimes. Dentre os gregos que lhe foram contemporâneos e pósteros, Safo era considerada uma dos chamados "Nove Poetas Líricos" (os outros eram: Álcman, Alceu, Estesicoro, Ibico, Anacreonte, Simonides, Píndaro e Baquilides). Estrabão escrevera que "Safo era maravilhosa pois em todos os tempos que temos conhecimento não sei de outra mulher que a ela se tenha comparado, ainda que de leve, em matéria de talento poético."
Assim como Homero era conhecido como "o Poeta", Safo era conhecida como "a Poetisa".
Narram, ainda, os historiadores, que tendo Excetides declamado um canto de louvor a Safo para Sólon, seu tio, este pediu que o moço o ensinasse todo, de tanto que o agradou. Alguém então perguntou-lhe para quê queria tal coisa, ao que o célebre jurista respondeu: "Quero aprendê-lo, e depois morrer!"
Mas nenhum epigrama foi mais próximo ao êxtase que seus versos provocavam do que este:


Cquote1.svg
Há quem afirme serem nove as musas. Que erro! Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima?
Cquote2.svg


Amor de salvação




Amor de salvação

Visita-me a morte e nesta hora
Em que nem os cães latem
Despeço-me, vou-me embora
Vês? As inspirações me impedem

Meus olhos de Safo não fecham
As portas teimam em abrirem
Debaixo da cabeleira negra calam
Os lábios trêmulos para não ferirem

Suposto fantasma a criar versos
Incinerando os credos e o ateísmo
Deixando para todos meus amplexos

Espero que tu me tires do abismo
Com os braços de Átis. Fora reversos!
Entendeste? Emprego de eufemismos!
********************************************

Safo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura por alguma outra definição de Safo, consulte Safo (desambiguação).



Busto com a inscrição Safo de Eressos (Sappho Eresia), uma cópia romana de um original grego datado do século V a.C..
Safo (em grego: Σαπφώ, transl. Sapphō) foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural no século VII a.C.. Nascida algures entre 630 e 612 a.C., foi muito respeitada e apreciada durante a Antigüidade, sendo considerada "a décima musa".[carece de fontes?] No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas, e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos.


Índice

[esconder]

[editar] Registros históricos e biográficos

A biografia de Safo (Psappha, como a própria assinava no dialeto eólico), é um tanto controversa. e muito do que se diz a seu respeito está envolto em lendas (inclusive suas relações com mulheres). Nasceu em Eresos, uma cidade da fértil ilha grega de Lesbos entre 630 e 612 a.C., tendo mudado-se para Mitilene, sua capital e principal cidade, ainda menina.
Já em 593 a.C. figurava dentre os aristocratas deportados para a cidade de Pirra (também na ilha de Lesbos) por conspiração. Safo já tomava parte da vida pública (na política e na poesia) aos 19 anos. O ditador Pitaco, temendo-lhe a escrita, condenou-a a um exílio mais distante, fora da ilha de Lesbos.


Ilustração representando Safo.
  • Sobre tal exílio: Era Pitaco ditador de Mitilene, a maior das cinco cidades de Lesbos. Os comerciantes e cidadãos menos abastados derrubaram a aristocracia, fazendo de Pitaco o ditador, nos moldes do seu contemporâneo e amigo Sólon. Tentando a retomada do poder, os aristocratas conspiram, e são novamente derrotados, sendo exilados seus líderes, dentre os quais o poeta Alceu e Safo. Alceu teria sido um poeta que mesclara sua arte com a política, num estilo todo próprio que se diz alcaico e teria sido, certamente, mais conhecido não tivesse ao lado a grandeza de Safo... No primeiro exílio, em Pirra, consta que Alceu tenha lhe enviado um convite amoroso: "Oh pura Safo, de violetas coroada e de suave sorriso, queria dizer-te algo, mas a vergonha me impede."

Não se sabe se este affair teve conseqüências, mas que Safo respondera-lhe, então: "Se teus desejos fossem decentes e nobres e tua língua incapaz de proferir baixezas, não permitirias que a vergonha te nublasse os olhos - dirias claramente aquilo que desejasses". Alceu dedicou-lhe muitas odes e serenatas.
Por volta de 591 a.C. parte para a Sicília. Naquela época casou-se com um rico comerciante de Andros que, falecendo em breve, deixou-lhe uma rica herança e uma filha, Cleis, que a mãe assim definia: "dourada flor que eu não trocaria por toda a Lídia, nem pela formosa Lesbos".
Após cinco anos exilada, volta para Lesbos, onde logo se torna a líder da sociedade local, no plano intelectual. Sedutora, não dotada da beleza na concepção grega da época (embora Sócrates a houvesse denominado "A Bela"), Safo era baixa e magra, olhos e cabelos negros, e de refinada elegância, viúva e vivendo numa sociedade não tinha regras morais como hoje se concebem.

[editar] A escola de Safo - o amor em Lesbos



Safo, por Klimt
Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da História. Ali as discípulas eram chamadas de hetairai (amigas) e não alunas... E a mestra apaixona-se por suas amigas, todas... dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos:


"Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz
mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado,
te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz
e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante
para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer
dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja
para que, como por magia, minha voz emudeça;
sim, basta isso, para que minha língua se paralise,
e eu sinta sob a carne impalpável fogo
a incendiar-me as entranhas.
Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas
soa-me aos ouvidos;
o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...)
A aluna foi retirada da Escola por seus pais, e Safo escreve que "seria bem melhor para mim se tivesse morrido".

[editar] A morte controversa



Safo, por Charles-August Mengin (1877)
Tantos milênios passaram-se após a vida desta figura feminina excepcional, que a humanidade viveu momentos de glória e desprezo sobre sua arte e personalidade. Em 1073 de nossa era suas obras, junto com as de Alceu, foram queimadas em Constantinopla e em Roma. Mas foram redescobertas poesias dela em 1897.
Safo foi chamada de "cortesã" (prostituta), por Suidas. E contavam que havia se suicidado pulando de um precipício na ilha de Leucas, apaixonada pelo marinheiro Faonte - fato que é descrito também em Menandro, Estrabão e Ovídio. Mas há consenso de que isto seja verdadeiramente mítico. Escritos sobreviventes dão Safo como tendo atingindo a velhice, e o certo é que não se sabe como nem quando ela morreu, sendo considerada por alguns a maior de todas as poetisas.

[editar] Honras a Safo

Sua poesia era considerada das mais sublimes. Dentre os gregos que lhe foram contemporâneos e pósteros, Safo era considerada uma dos chamados "Nove Poetas Líricos" (os outros eram: Álcman, Alceu, Estesicoro, Ibico, Anacreonte, Simonides, Píndaro e Baquilides). Estrabão escrevera que "Safo era maravilhosa pois em todos os tempos que temos conhecimento não sei de outra mulher que a ela se tenha comparado, ainda que de leve, em matéria de talento poético."
Assim como Homero era conhecido como "o Poeta", Safo era conhecida como "a Poetisa".
Narram, ainda, os historiadores, que tendo Excetides declamado um canto de louvor a Safo para Sólon, seu tio, este pediu que o moço o ensinasse todo, de tanto que o agradou. Alguém então perguntou-lhe para quê queria tal coisa, ao que o célebre jurista respondeu: "Quero aprendê-lo, e depois morrer!"
Mas nenhum epigrama foi mais próximo ao êxtase que seus versos provocavam do que este:


Cquote1.svg
Há quem afirme serem nove as musas. Que erro! Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima?
Cquote2.svg


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O amor passou por mim



O amor passou por mim

Não, não fui eu quem pariu
As estrelas nasceram sós
A colorir o céu que sumiu
Devo apenas desatar os nós

Não, não fui eu quem pariu
O mar nasceu no teu olhar
Azul ultramarino que pediu
Um pouco que não pude dar

Não, não fui eu quem pariu
As borboletas vieram dos casulos
Distraído o coração não viu
Que me tinhas amor há séculos

 Sim fui eu quem não viu o navio
Passou, acenou e um beijo deixou
Nas pedras frias deixei os desafios
E ele por aqui nunca mais voltou!


O amor passou por mim



O amor passou por mim

Não, não fui eu quem pariu
As estrelas nasceram sós
A colorir o céu que sumiu
Devo apenas desatar os nós

Não, não fui eu quem pariu
O mar nasceu no teu olhar
Azul ultramarino que pediu
Um pouco que não pude dar

Não, não fui eu quem pariu
As borboletas vieram dos casulos
Distraído o coração não viu
Que me tinhas amor há séculos

 Sim fui eu quem não viu o navio
Passou, acenou e um beijo deixou
Nas pedras frias deixei os desafios
E ele por aqui nunca mais voltou!


Para José Torres



Para José Torres

José como a tantos no mundo 
Não sei ao certo de onde vens 
Estás longe, em outras paisagens
Sei que um mar azul profundo
Faz da tua escrita algo fecundo
Na beleza de Helena em Ilíada
Vinte canções foram semeadas
E duas Torres edificadas, amor
Palavras juntarem-se, és escritor
Então não fale de adeus por nada!


Porque me acenas o lenço branco?
Ainda não li tua alma em versos
Falta ainda uma lauda e diversos
Livros onde te expões tão franco
Existem por aí muitos saltimbancos
Mas tu és original como Maria Cura
Queria eu ter tamanha desenvoltura
Ser masculino e feminino nas letras
Traços de assinatura onde a cetra
Faz de ti Poeta sem abreviaturas!


Para José Torres



Para José Torres

José como a tantos no mundo 
Não sei ao certo de onde vens 
Estás longe, em outras paisagens
Sei que um mar azul profundo
Faz da tua escrita algo fecundo
Na beleza de Helena em Ilíada
Vinte canções foram semeadas
E duas Torres edificadas, amor
Palavras juntarem-se, és escritor
Então não fale de adeus por nada!


Porque me acenas o lenço branco?
Ainda não li tua alma em versos
Falta ainda uma lauda e diversos
Livros onde te expões tão franco
Existem por aí muitos saltimbancos
Mas tu és original como Maria Cura
Queria eu ter tamanha desenvoltura
Ser masculino e feminino nas letras
Traços de assinatura onde a cetra
Faz de ti Poeta sem abreviaturas!


sábado, 19 de setembro de 2009

Boneca de louça


Boneca de louça


Não sei o que acontece com nossas almas
Há um abismo em nossos corpos latejantes
Separando-nos, tirando-nos a paz, a calma
Caminho sem volta. Somos mais que amantes


Há um certo querer que a tudo assiste
Coadjuvante ansioso por entrar em cena
Não dá para esconder, não há o que despiste
A crueza do anti -sexo, mel sem açucena


Pobre de mim, flor em coxas roliças
Desperdiçando minha graça na infelicidade
De não desabrochar e tu só me atiças.


Por entre as vãs filosofias, sinto-me postiça
Boneca de louça, peça de adejo, casualidade
Exposta na vitrine a qualquer um, injustiça!

Boneca de louça


Boneca de louça


Não sei o que acontece com nossas almas
Há um abismo em nossos corpos latejantes
Separando-nos, tirando-nos a paz, a calma
Caminho sem volta. Somos mais que amantes


Há um certo querer que a tudo assiste
Coadjuvante ansioso por entrar em cena
Não dá para esconder, não há o que despiste
A crueza do anti -sexo, mel sem açucena


Pobre de mim, flor em coxas roliças
Desperdiçando minha graça na infelicidade
De não desabrochar e tu só me atiças.


Por entre as vãs filosofias, sinto-me postiça
Boneca de louça, peça de adejo, casualidade
Exposta na vitrine a qualquer um, injustiça!

Olhaí as rosas...





Olhai as rosas

Indagas às rosas o que é feito do sentir
No jardim das ilusões plantaste a dor
Olhai as rosas a atraírem o beija-flor
Tuas lágrimas angelicais só irão nutrir
Outras flores que um dia irão sorrir
Olhos nos olhos...Aprendas a me amar
Sei sou um simples pássaro a esperar
Que tu te desnudes da estranha viuvez
Que em teu peito está a morar e talvez
Num dia claro possamos vir a namorar!

Olhai as rosas vermelhas, é primavera
Sou poeta e tu és dentre elas a mais bela
Porque choras assim menina Gabriela?
Teu olhar me conduz a tantas quimeras
Marejados e distantes, beijá-la quem dera...
Espera...Permita que eu termine a seresta
Asseguro-te que me manterei atrás da giesta
Se fizeres um pequeno gesto, talvez um sim
Curvando-se a paixão, entregando-te a mim
Prometo fazer de teus dias, amor, alegria, festa!

Olhaí as rosas...





Olhai as rosas

Indagas às rosas o que é feito do sentir
No jardim das ilusões plantaste a dor
Olhai as rosas a atraírem o beija-flor
Tuas lágrimas angelicais só irão nutrir
Outras flores que um dia irão sorrir
Olhos nos olhos...Aprendas a me amar
Sei sou um simples pássaro a esperar
Que tu te desnudes da estranha viuvez
Que em teu peito está a morar e talvez
Num dia claro possamos vir a namorar!

Olhai as rosas vermelhas, é primavera
Sou poeta e tu és dentre elas a mais bela
Porque choras assim menina Gabriela?
Teu olhar me conduz a tantas quimeras
Marejados e distantes, beijá-la quem dera...
Espera...Permita que eu termine a seresta
Asseguro-te que me manterei atrás da giesta
Se fizeres um pequeno gesto, talvez um sim
Curvando-se a paixão, entregando-te a mim
Prometo fazer de teus dias, amor, alegria, festa!

Um novo sol a cada dia





Um novo sol a cada dia

Neste nada que me cerca, algo de subtil
fez-me divagar. Nas maçãs rosadas do
meu rosto, pousaram pássaros canoros.
Meus olhos encantados bateram asas.
Foram-se sem limiar seguindo as nuvens
Brancas num lume que só o sol pode dar.
Não quero me encontrar. Liberdade enfim,
perder-se nos pomares onde madura está a
 fruta. Tempo e vento dissipa a juventude,
mas jamais mata em meu peito a insensatez
de amar e a vontade sempre insana de que
em todos os dias de minha vida, possa me
apaixonar por ti, como um novo sol a cada dia.

Um novo sol a cada dia





Um novo sol a cada dia

Neste nada que me cerca, algo de subtil
fez-me divagar. Nas maçãs rosadas do
meu rosto, pousaram pássaros canoros.
Meus olhos encantados bateram asas.
Foram-se sem limiar seguindo as nuvens
Brancas num lume que só o sol pode dar.
Não quero me encontrar. Liberdade enfim,
perder-se nos pomares onde madura está a
 fruta. Tempo e vento dissipa a juventude,
mas jamais mata em meu peito a insensatez
de amar e a vontade sempre insana de que
em todos os dias de minha vida, possa me
apaixonar por ti, como um novo sol a cada dia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Poema cansado












POEMA CANSADO

Ora, cansei-me das lágrimas involuntárias
De chorar esse pranto que não tem sentido
Pois o amor é um embrulho de padaria
Tem que ter pão quente todo dia, sortido.

Há quem me condene e me aponte na rua
Uma cadela ser-lhe-ia mais fiel e submissa
Daqui para frente é ser moderna, andar nua
Sei que preferia ver-me santa numa missa.

Pois que rasguei os véus da pureza e indecente
Pinto minha boca de vermelho incandescente
Banho-me em um perfume barato. Dou as cartas

Então entras no meu jogo, porém sejas prudente
Teu destino está nas minhas mãos e pacientemente
Entra ou sai, caso contrário, vá ao raio que o parta!

Poema cansado












POEMA CANSADO

Ora, cansei-me das lágrimas involuntárias
De chorar esse pranto que não tem sentido
Pois o amor é um embrulho de padaria
Tem que ter pão quente todo dia, sortido.

Há quem me condene e me aponte na rua
Uma cadela ser-lhe-ia mais fiel e submissa
Daqui para frente é ser moderna, andar nua
Sei que preferia ver-me santa numa missa.

Pois que rasguei os véus da pureza e indecente
Pinto minha boca de vermelho incandescente
Banho-me em um perfume barato. Dou as cartas

Então entras no meu jogo, porém sejas prudente
Teu destino está nas minhas mãos e pacientemente
Entra ou sai, caso contrário, vá ao raio que o parta!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rua da saudade




Rua da Saudade

Fechei as portas da razão, é inverno
Chove todos os dias...Minha face...
Bate o relógio...Tic-tac. Inferno
Coração em transição, em impasse

Gélida a minha alma, doem os ossos
Reumática cena! Faço tantas novenas
Foram-se os dias que eram tão nossos
Ser-se humano dói, tenho minhas penas

Se em ave pudesse vir a renascer
Premeditaria vôos rumo á felicidade
E na fumaça dissiparia esse sofrer

Mas se queres o meu endereço saber
Provisoriamente, rua da saudade
Anote-o e venha me ensinar a viver!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conjugação

 
Conjugação

Sou uma louca sonhadora atemporal
Rasgo minhas emoções em público
Exponho minha alma de ser racional
Deixando-a livre do meu corpo físico

Quem me dera um dia fazer-te versos
Roubar da natureza toda a essência
Transmutar-me, abandonar os inversos
A vida inútil, a lógica, a verbo mania.

E me dirias com as palavras de sempre
Coisas que já sei e que provavelmente
O Aurélio não traduz, só o amor entende

Certamente não há palavras que me lembre
As conjugações que não fizemos e abstinente
Entregaria-me a ti outra vez, docemente!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Olhar maldito!

 
Olhar maldito!

Olhos a invadir a alma embevecida
Enaltecimento entre suscitar da ave
Candidez nas coxas, pureza sentida
No vôo das mãos, peias, entraves

Os olhos são cúmplices, apunhalam
Castanhos anunciam a noite pecadora
Amor maldito de olhares que se casam
Sem permissão do tempo e da hora

Embora se percorram em afãs e mitos
Desnudam todas as verdades e mentiras
Sem ter-se um ensaio e um requisito

O corpo revolto, como uma ambira
Lento e sinuoso, poema proscrito
Minha ruína e que o olhar me ingira!

sábado, 12 de setembro de 2009

Amor de escravidão

 
AMOR DE ESCRAVIDÃO

Pensava que tudo fosse azul
Dançava por horas a fio
Buscando o equilíbrio
Chão escorregadio paul!


Despiques e vaidades
Num pote de amargura
Ao avesso estava a verdade
O sujeito não tinha lisura


Trazia-a a palma da mão
Crendo-se amada, dançava
A música era de paixão


Quando o vento oscilava
Dias de repleta solidão
Liberta se via a escrava!