quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Bazófias
Bazófias
Minhas póstumas escrituras
Lavras utópicas de bel prazer
Feelings em partituras
Muito tenho pra dizer
Minha lápide ambrosia pura
coberta por rubra rosa adscrever
meu romanesco viver em lisuras
qual cereja madura para sorver
Antes porém, vou destrambelhar
desfilar nua pelo passaredo
enterrar todos os meus medos
Em meio ao alvoroço vou gritar
Recitarei as prosas, meus segredos
Morrerei na poesia num dia azedo!
--------------------------------------
E de tanta arruça, pé quebrado
Farei folguedos com papéis
Culpa exclusiva dos menestréis
que trouxeram a lira do passado
Sonetos remendados, mal cozidos
em caldeirão de sensualidade
onde figuram calcinhas e a idade
da mente in (descente), empertigo
Jogarei as sílabas ao céu de arlequim
Sem contar uma sequer, é o fim
Bandeira negra, pintura a nanquim
E ainda perguntas qual o manequim?
Mortalha não tem número e enfim
um ataúde cheirando a jasmim!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
AMOR(FO)
AMOR(FO)
Pensei que sobreviveria
num átimo de tempo que julguei
eternidade, canônica prece
Indaguei aos confins
aos ventos
resposta em lamentos
Pensei que o infinito
seria colorido
portais do paraíso
tolices!
A negridão concisa
abriu-me as portas
E de tanto pensar
descobri que o desamor
é uma vala
é alegria que cala
é morte anunciada
c
a
í
nos labirintos da realidade
e surda
não vi nova aurora!
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Apenas mais um poema
Apenas mais um poema
Disse não à masturbação poética
Desvirginou a noite com cantilenas
Afagou estrelas, bebeu das nuvens
embriagou-se ante a dama fria
Desnorteado e excitado
escreveu sobre folhas outonais
rimas avessas, palavras trôpegas
Morreu de poesia
na sexta-feira santa!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=173224#ixzz1CdeVwFv7
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Disse não à masturbação poética
Desvirginou a noite com cantilenas
Afagou estrelas, bebeu das nuvens
embriagou-se ante a dama fria
Desnorteado e excitado
escreveu sobre folhas outonais
rimas avessas, palavras trôpegas
Morreu de poesia
na sexta-feira santa!
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DE PERMEIO
DE PERMEIO
Destarte o vento bradava
doces palavras sobre o céu
Gemiam as nuvens alvas:
_Alba trouxe-lhe o anel!
Um arco-iris de improviso
Matizou as flores do vestido
rosas em nuances, sorriso
Alma leve, corpo desinibido
Enlace de flor, lua e estrela
contemplação e formosura
Ela nua via-se mais bela
Na partitura traços de ternura
enquanto o cio da gazela
entreameava os sinos da capela!
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O REGRESSO
O REGRESSO
A face da tarde, maga infelicdade
supos-se em arrebol a lágrima
que se esquivou ante a maldade
Vigiavam os olhos de Fátima
A noite contudo, viria em atavia
uma sombra projeta-se ao longe
na estrada vinha minh'alegria
Ex combatente, de amor ausente
Sofrido rapaz, imagem lúcida
na bagagem dores inda latentes
No peito apenas uma ferida
passos cansados, aleijantes
A chamar-me: _Minha querida!
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Amante da noite
Amante da noite
Lua amiga, minha confidente
brilha nos olhos meus
tão imprudentes
Cobicei um cavalheiro
audaz
com o peito cravejado
de medalhas
Oh Lua valha-me!
Deixei cair um lenço
perfumado de alfazema,,,
Tão gentil se fez o homem,
recolheu-o e aos meus
pés ficou ajoelhado
Traiu-me as faces
ruborizadas.
Encantada por olhos
tão negros,
passei a namorar a
noite.
Em meus sonhos de
donzela, agora
me dispo da inocência
concretizo meu papel
de mulher apaixonada.
Oh lua! Permita-me
um aparte,,,
Vire de costas por uns
instantes,
não quero que almeje
o corpo
de meu belo amante!
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Morte natural
À sombra dos desencantos
Jaz um único pensamento
Morte natural
Tanto faz a lágrima
Tanto faz a dor
Impossibilidades ...
Pode a folha caída
Voltar ao ramo?
Pode a chuva
Recolher-se em detrimento
De alguém?
Banalidades...
A futilidade, o desdém
Chegou-me em carta expressa
Rasguei-a ao vento
Ouvi então um lamento
Morte natural!
sábado, 1 de janeiro de 2011
Bicho grilo - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas
Bicho grilo - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas
Bicho grilo
Matei o nosso passado a pauladas
Cansei-me de esperar a sorte
Ganhar na loteria... Um passaporte
Fabricar paixões fingir-me amada
Qual nada, tudo isto é furada
Bebericar pode até fazer falta
Mas o teu amor está fora de pauta
Mulher robô é coisa tão antiga
Já não caio nesta tua tola cantiga
Tu não passas de um internauta!
Vou mudar todo o meu visual
Espantar os grilos da cabeça
Um back-up e lá vai... Desapareça!
Quero um alguém mais habitual
Enche o saco mania de caso virtual
Cansei de receber gifs de beijos
Credo! Não saciam meus desejos
Prefiro até amizade colorida
Um pega de vez em quando na vida
É legal, deixa-me realizada... Tchau!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=168627#ixzz1BacdBKL0
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Bicho grilo
Matei o nosso passado a pauladas
Cansei-me de esperar a sorte
Ganhar na loteria... Um passaporte
Fabricar paixões fingir-me amada
Qual nada, tudo isto é furada
Bebericar pode até fazer falta
Mas o teu amor está fora de pauta
Mulher robô é coisa tão antiga
Já não caio nesta tua tola cantiga
Tu não passas de um internauta!
Vou mudar todo o meu visual
Espantar os grilos da cabeça
Um back-up e lá vai... Desapareça!
Quero um alguém mais habitual
Enche o saco mania de caso virtual
Cansei de receber gifs de beijos
Credo! Não saciam meus desejos
Prefiro até amizade colorida
Um pega de vez em quando na vida
É legal, deixa-me realizada... Tchau!
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Assim, através de notícias...
Homenagem dos seus primos: Tânia Mara e Régis Camargo
Ariadene Penteado Camargo.
Jornalista com 40 anos de atuação no Grupo Estado, Ariadene Penteado Camargo morreu na sexta-feira, em São Paulo, aos 66 anos. Ari, como era conhecido por colegas do Jornal da Tarde e de O Estado de S. Paulo, sofreu um infarto em sua casa.
Ari, que nasceu em Marília (SP), foi redator da editoria internacional do Estadão e do Jornal da Tarde e editor da primeira página do Jornal da Tarde. Seus amigos de ofício costumavam descrevê-lo como um profissional dedicado, exigente e de humor peculiar.
Como redator sempre primou pelo bom uso da língua portuguesa, sendo responsável pelo “pente fino” de muitas edições do Jornal da Tarde. Além disso, na redação, ele era o jornalista mais consultado por repórteres sobre dúvidas gramaticais.
Mesmo sendo corintiano fanático, não poupava seu time do coração de observações ácidas e pessimistas. O jornalista deixa mulher e três filhos.
----------------------
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidade ... ARIADENE+PENTEADO+CAMARGO
------------------------
Tania, bom dia.
Você soube da morte do seu primo Ariadine Penteado Camargo?
Saudações,
Cláudio Amaral
http://twitter.com/amaralclaudio
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=166948#ixzz19K1tebx3
Ariadene Penteado Camargo.
Jornalista com 40 anos de atuação no Grupo Estado, Ariadene Penteado Camargo morreu na sexta-feira, em São Paulo, aos 66 anos. Ari, como era conhecido por colegas do Jornal da Tarde e de O Estado de S. Paulo, sofreu um infarto em sua casa.
Ari, que nasceu em Marília (SP), foi redator da editoria internacional do Estadão e do Jornal da Tarde e editor da primeira página do Jornal da Tarde. Seus amigos de ofício costumavam descrevê-lo como um profissional dedicado, exigente e de humor peculiar.
Como redator sempre primou pelo bom uso da língua portuguesa, sendo responsável pelo “pente fino” de muitas edições do Jornal da Tarde. Além disso, na redação, ele era o jornalista mais consultado por repórteres sobre dúvidas gramaticais.
Mesmo sendo corintiano fanático, não poupava seu time do coração de observações ácidas e pessimistas. O jornalista deixa mulher e três filhos.
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http://blogs.estadao.com.br/jt-cidade ... ARIADENE+PENTEADO+CAMARGO
------------------------
Tania, bom dia.
Você soube da morte do seu primo Ariadine Penteado Camargo?
Saudações,
Cláudio Amaral
http://twitter.com/amaralclaudio
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POEMA DE BOLSO
Notas amassadas, de real não tem nada.
Camarada, não te conto sobre a tais moedas
Cara e coroa em um grande amasso num
Maço de cigarros de segunda e a identidade
Lavada várias vezes em aguardente.
Um lenço jaz branco, virgem...
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=166918#ixzz19K1HBe6L
Camarada, não te conto sobre a tais moedas
Cara e coroa em um grande amasso num
Maço de cigarros de segunda e a identidade
Lavada várias vezes em aguardente.
Um lenço jaz branco, virgem...
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ELE, ELA E A TRAMELA
Ele, ela e a tramela.
Andava a moçoila com desdém,
Esbarrei-me nela assim por acaso
Apressado mas a notei, até caso...
Qual nada, o descaso foi além.
Seguiu rua abaixo feito um vintém
Brilhava e aquelas pernas roliças...
A carne parecia macia e maciça
As ancas puro filé de primeira
Será que a danada é solteira?
Santo Deus! Perdoai minha cobiça!
Cruz credo! Ainda faz sinal de cruz
Desnudou-me com os olhos acesos
Bem notei que algo estava teso
Mantive o queixo ereto e o status
Equilibrei o nariz, ai Jesus!
Difícil manter a pose de donzela
Queria mesmo era uma apalpadela
Daquelas de desnortear as coxas
Que me deixam de unhas roxas
Pena que minha porta tem tramela!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=164328#ixzz19K0zAqSg
Andava a moçoila com desdém,
Esbarrei-me nela assim por acaso
Apressado mas a notei, até caso...
Qual nada, o descaso foi além.
Seguiu rua abaixo feito um vintém
Brilhava e aquelas pernas roliças...
A carne parecia macia e maciça
As ancas puro filé de primeira
Será que a danada é solteira?
Santo Deus! Perdoai minha cobiça!
Cruz credo! Ainda faz sinal de cruz
Desnudou-me com os olhos acesos
Bem notei que algo estava teso
Mantive o queixo ereto e o status
Equilibrei o nariz, ai Jesus!
Difícil manter a pose de donzela
Queria mesmo era uma apalpadela
Daquelas de desnortear as coxas
Que me deixam de unhas roxas
Pena que minha porta tem tramela!
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DÉMODÉ
DÉMODÉ
Venho desfiando raios de sol
Que se deitam comigo pela manhã.
Imprevisto pode ser o dia, porem creio
Nas nuvens lilases do entardecer.
Espero pela gota de orvalho que cai
Sobre a vidraça para o teu nome escrever.
Sei que sou démodé, mas o amor causa-me.
Estas loucuras.
Venho tentando roubar o perfume das
Rosas de jardins alheios e escrevo bilhetes
Apaixonados que faria o carteiro estremecer.
Finjo-me bailarina tentando
Acertar um demi-plié , em seguida
Dar um sissone para enfim num cruzado
Prender você.
Concentro minhas energias,
Calmamente beijo tua boca
E louca eternizo meu corpo
De mulher consciente dentro
Do teu ser.
Sei que sou démodé!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=164153#ixzz19K0emUxd
Venho desfiando raios de sol
Que se deitam comigo pela manhã.
Imprevisto pode ser o dia, porem creio
Nas nuvens lilases do entardecer.
Espero pela gota de orvalho que cai
Sobre a vidraça para o teu nome escrever.
Sei que sou démodé, mas o amor causa-me.
Estas loucuras.
Venho tentando roubar o perfume das
Rosas de jardins alheios e escrevo bilhetes
Apaixonados que faria o carteiro estremecer.
Finjo-me bailarina tentando
Acertar um demi-plié , em seguida
Dar um sissone para enfim num cruzado
Prender você.
Concentro minhas energias,
Calmamente beijo tua boca
E louca eternizo meu corpo
De mulher consciente dentro
Do teu ser.
Sei que sou démodé!
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XANGÔ PRA JULIO SARAIVA
Xangô para Julio Saraiva
Na quarta-feira peguei a gamela de madeira
Acendi uma vela branca e outra vermelha,
E a cobra coral piou, piou!
Sete chances para amar, sete para morrer.
Veio o trovão... A pedra rolou!
Preparei o pirão, juntei as Catarinas e
A maçã.
Kâo Kabecile!
Lucidez eu pedi, pois de amor me perdi
Vou morrer em tal tormento,
Amo sete dias e em sete palavras me
Declaro: poeta!
Kâo Kabecile
Liberta-me da armadilha, aqueles olhos
Vivem a me hipnotizar.
Iansã contigo a reinar e amar...
Ah! Meu Orixá, tu entendes a dor
Do querer e a queimar neste peito
Está a razão de este padecer.
Morrer de amor naqueles braços,
Seria a glória do meu viver!
Kâo Kabecile
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=163952#ixzz19K0CC3D9
Na quarta-feira peguei a gamela de madeira
Acendi uma vela branca e outra vermelha,
E a cobra coral piou, piou!
Sete chances para amar, sete para morrer.
Veio o trovão... A pedra rolou!
Preparei o pirão, juntei as Catarinas e
A maçã.
Kâo Kabecile!
Lucidez eu pedi, pois de amor me perdi
Vou morrer em tal tormento,
Amo sete dias e em sete palavras me
Declaro: poeta!
Kâo Kabecile
Liberta-me da armadilha, aqueles olhos
Vivem a me hipnotizar.
Iansã contigo a reinar e amar...
Ah! Meu Orixá, tu entendes a dor
Do querer e a queimar neste peito
Está a razão de este padecer.
Morrer de amor naqueles braços,
Seria a glória do meu viver!
Kâo Kabecile
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PARA SOFIA
Para Sofia
Olha o mar tão calmo e veja a paisagem.
A pátria tão doce fixada em moldura.
Vento com perfume das amoras bravas.
Então poeta, sinta-se livre, cante
e vista-se somente de poesia.
A praia branca onde espumas se
Deleitam nas areias não há ondas
Que impeçam a tua voz.
No ritual diário da lua és uma deusa
Liberta dos teus ais.
Vem Sofia, ensina-me a amar!
Singela homenagem a Sophia de Melo Breyner Andresen
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=163937#ixzz19JzjbAQi
Olha o mar tão calmo e veja a paisagem.
A pátria tão doce fixada em moldura.
Vento com perfume das amoras bravas.
Então poeta, sinta-se livre, cante
e vista-se somente de poesia.
A praia branca onde espumas se
Deleitam nas areias não há ondas
Que impeçam a tua voz.
No ritual diário da lua és uma deusa
Liberta dos teus ais.
Vem Sofia, ensina-me a amar!
Singela homenagem a Sophia de Melo Breyner Andresen
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MEMÓRIAS DE UMA DEUSA
MEMÓRIAS DE UMA DEUSA
Sentia-me afoita naquela manhã
Um calor percorria meus espartilhos
Uma comichão invadia os amarrilhos
Vestes difíceis de retirar e que afã...
Pensares obscenos valha-me Iansã!
Donzela, permaneço e estremeço...
Mas tudo há de ter um bom começo
Deixo as mesuras nas gavetas
Alço um voo a imitar borboleta.
Pouso silencioso no teu corpo possesso
De prazeres enfeito minha face
A beleza do rubor em meus lábios
Encanto de Oxum deusa dos rios
Provocando a lua e no entrelace
Meus olhos virginais em trespasse
Migram num horizonte infindável
Tua boca deslizando insaciável
Entre seios vertiam cachoeiras
Correndo pelo ventre, ligeiras
Virgindade palavra memorável!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=163611#ixzz19JzD7LJa
Sentia-me afoita naquela manhã
Um calor percorria meus espartilhos
Uma comichão invadia os amarrilhos
Vestes difíceis de retirar e que afã...
Pensares obscenos valha-me Iansã!
Donzela, permaneço e estremeço...
Mas tudo há de ter um bom começo
Deixo as mesuras nas gavetas
Alço um voo a imitar borboleta.
Pouso silencioso no teu corpo possesso
De prazeres enfeito minha face
A beleza do rubor em meus lábios
Encanto de Oxum deusa dos rios
Provocando a lua e no entrelace
Meus olhos virginais em trespasse
Migram num horizonte infindável
Tua boca deslizando insaciável
Entre seios vertiam cachoeiras
Correndo pelo ventre, ligeiras
Virgindade palavra memorável!
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São as águas de março fechando o verão (Elis Regina)
São as águas de março fechando o verão (Elis Regina)
Diga-me quantos foram os mortos?
Aponta-me com sua destra mão
Quem foi o arauto que ouviu e viu
Os corpos abatidos, as partículas
Humanas espalhadas pelo chão.
Humanas?...Quem são os mortos e
Feridos, bandidos ou inocentes?
Diga-me quantos debandaram
Pelas matas como animais ferozes,
Dispostos a matar e morrer?
E o poeta abandona o lirismo,
Já não escuta o canto da cotovia,
A realidade abrupta de nossos tempos
Infesta seus cabelos, como piolhos
Distribuindo as lêndeas, mais e mais
Virão até a desinfecção total.
E as lendas continuarão a serem fabricadas,
Em cada tanque que avançar novos heróis
Anônimos deixarão o sangue na calçada
Da fama.
Segue o rio e quiçá as águas de março venham para
Retirar pau e pedra do fim do caminho.
-------------------------------------------------
Somente penso nos inocentes...
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=162836#ixzz19JybhGAC
Diga-me quantos foram os mortos?
Aponta-me com sua destra mão
Quem foi o arauto que ouviu e viu
Os corpos abatidos, as partículas
Humanas espalhadas pelo chão.
Humanas?...Quem são os mortos e
Feridos, bandidos ou inocentes?
Diga-me quantos debandaram
Pelas matas como animais ferozes,
Dispostos a matar e morrer?
E o poeta abandona o lirismo,
Já não escuta o canto da cotovia,
A realidade abrupta de nossos tempos
Infesta seus cabelos, como piolhos
Distribuindo as lêndeas, mais e mais
Virão até a desinfecção total.
E as lendas continuarão a serem fabricadas,
Em cada tanque que avançar novos heróis
Anônimos deixarão o sangue na calçada
Da fama.
Segue o rio e quiçá as águas de março venham para
Retirar pau e pedra do fim do caminho.
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Somente penso nos inocentes...
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
PASSADO - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas
PASSADO - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas
Passado
Quiçá expressasse aquela ternura
Laços de cetim sobre as madeixas
Cujos olhos cintilassem mais
Que um constelar de estrelas.
Ah! Meiguice que entornava
Minha face de pueril donzela
Sentinela, gazela
Em passos suaves,
Esvoaçantes vestes,
Pomba branca em voo
No imaginário céu que
Compunha teu olhar.
Noturnos devaneios atrás das
Cortinas de esperanças
Tremulavam as mãos,
Sensações de carinho
Inundavam meu corpo lânguido.
Urgia um toque, hálito quente.
Borbulhante desejo...
E não mais me vejo...
Na barcarola do tempo
Ouço apenas a música do vento
Sem tempo para voltar no outrora
Desperto e sinto que sou apenas
Cinzas de um livro que foi minha vida
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=157777#ixzz19K2rG2WH
Passado
Quiçá expressasse aquela ternura
Laços de cetim sobre as madeixas
Cujos olhos cintilassem mais
Que um constelar de estrelas.
Ah! Meiguice que entornava
Minha face de pueril donzela
Sentinela, gazela
Em passos suaves,
Esvoaçantes vestes,
Pomba branca em voo
No imaginário céu que
Compunha teu olhar.
Noturnos devaneios atrás das
Cortinas de esperanças
Tremulavam as mãos,
Sensações de carinho
Inundavam meu corpo lânguido.
Urgia um toque, hálito quente.
Borbulhante desejo...
E não mais me vejo...
Na barcarola do tempo
Ouço apenas a música do vento
Sem tempo para voltar no outrora
Desperto e sinto que sou apenas
Cinzas de um livro que foi minha vida
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PRECE DE AMOR - Poemas de amor - Poemas e Frases - Luso-Poemas
PRECE DE AMOR - Poemas de amor - Poemas e Frases - Luso-Poemas
Prece de amor
Sina de amor é pranto
Dói por querer-te tanto
Tu és a minha mãe pátria
A casa de minh’alma
Céu dos olhos de Maria
Virgem traga-me calma!
Ah solidão tamanha
Insípida lágrima
Poesia a esvair-se
Nem o vento me chama
Peço piedade, Rainha!
Coisas meras, desejos...
Almejar doces beijos
O sol em minha face
Os pomares... Floradas
Terra e água em enlace
Alegria... Passarada!
Que eu tenha áureos dias
Pueril e bela criança
Inocência mantida.
Minha estrela luzidia
Dá-me viva esperança
Humanitária vida!
Luz divina que irradia
Do coração de Maria
Ouça meus ais, apelos,
Pois que amar um só ser
Com tanta força e zelo
É viver e quase morrer!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=146793&sms_ss=blogger&at_xt=4cc958eb44b3af0d,0#ixzz19K3eYOvP
Prece de amor
Sina de amor é pranto
Dói por querer-te tanto
Tu és a minha mãe pátria
A casa de minh’alma
Céu dos olhos de Maria
Virgem traga-me calma!
Ah solidão tamanha
Insípida lágrima
Poesia a esvair-se
Nem o vento me chama
Peço piedade, Rainha!
Coisas meras, desejos...
Almejar doces beijos
O sol em minha face
Os pomares... Floradas
Terra e água em enlace
Alegria... Passarada!
Que eu tenha áureos dias
Pueril e bela criança
Inocência mantida.
Minha estrela luzidia
Dá-me viva esperança
Humanitária vida!
Luz divina que irradia
Do coração de Maria
Ouça meus ais, apelos,
Pois que amar um só ser
Com tanta força e zelo
É viver e quase morrer!
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TALVEZ HAJA UM HOMEM QUE ME AME - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas
TALVEZ HAJA UM HOMEM QUE ME AME - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas
TALVEZ HAJA UM HOMEM QUE ME AME
Saio perambulando, alta madrugada. Finjo-me de Pagú atraindo olhares...
Néons da Avenida Paulista.
Minha sombra tenta evadir-se, querendo
levar-me ao botequim mais próximo.
Pretensiosa!
Mantenho-me firme sobre os saltos de
minhas sandálias plataforma, como uma
passageira da noite.
Ah! Talvez um homem me ame... Talvez!
Não sei se o encontrarei na esquina mais
próxima e sigo...
Retoco o batom carmim tentando avivar
a esperança. De chofre deparo-me com
o espelho, expressão de mulher bem vivida.
Mas talvez um homem me ame!
Ele está nessa cidade, numa reclusão de
sentidos, esperando que eu bata à sua porta
e sem improviso de cena lhe diga:
Finalmente a paz!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=157425#ixzz19K4D5cuG
TALVEZ HAJA UM HOMEM QUE ME AME
Saio perambulando, alta madrugada. Finjo-me de Pagú atraindo olhares...
Néons da Avenida Paulista.
Minha sombra tenta evadir-se, querendo
levar-me ao botequim mais próximo.
Pretensiosa!
Mantenho-me firme sobre os saltos de
minhas sandálias plataforma, como uma
passageira da noite.
Ah! Talvez um homem me ame... Talvez!
Não sei se o encontrarei na esquina mais
próxima e sigo...
Retoco o batom carmim tentando avivar
a esperança. De chofre deparo-me com
o espelho, expressão de mulher bem vivida.
Mas talvez um homem me ame!
Ele está nessa cidade, numa reclusão de
sentidos, esperando que eu bata à sua porta
e sem improviso de cena lhe diga:
Finalmente a paz!
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=157425#ixzz19K4D5cuG
terça-feira, 13 de julho de 2010
Agradecimento a Efigênia Coutinho
http://www.avspe.eti.br/sonetos/TaniaMaraCamargo.htm
Para apreciar um site maravilhoso!
Obrigada querida amiga!
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Obrigada querida amiga!
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