AFASIA PREMEDITADA
Não falarei das flores secas que sucumbidas
rolaram por causa de um vendaval que aqui passou,
Nem da geada que cobriu as margaridas...
Foram tantas luas e tudo em mim desgastou.
Já não penso no ontem das duras batalhas.
Tento esquecer as cinzas que se espalharam pelo ar
Impregnando minha pele como uma mortalha,
E do verdugo cortando a liberdade de amar.
Somente penso que há um outro amanhã por chegar
Apesar de nunca chorar ou mesmo lastimar.
È que houve uma seca atemporal em meu olhar
Lágrimas ficaram por aí, em qualquer lugar.
Padeço de afasia premeditada...
E nesse instante só há um jeito de me curar.
Volta homem! Estou triste, cansada...
Necessito de uma massagem no ego pra acalmar
A falta de beijos, abraços, carícias que só tu sabes dar!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Afasia premeditada
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