terça-feira, 28 de julho de 2009

Afasia premeditada






AFASIA PREMEDITADA

Não falarei das flores secas que sucumbidas
rolaram por causa de um vendaval que aqui passou,
Nem da geada que cobriu as margaridas...
Foram tantas luas e tudo em mim desgastou.

Já não penso no ontem das duras batalhas.
Tento esquecer as cinzas que se espalharam pelo ar
Impregnando minha pele como uma mortalha,
E do verdugo cortando a liberdade de amar.

Somente penso que há um outro amanhã por chegar
Apesar de nunca chorar ou mesmo lastimar.
È que houve uma seca atemporal em meu olhar
Lágrimas ficaram por aí, em qualquer lugar.

Padeço de afasia premeditada...
E nesse instante só há um jeito de me curar.
Volta homem! Estou triste, cansada...
Necessito de uma massagem no ego pra acalmar
A falta de beijos, abraços, carícias que só tu sabes dar!

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