terça-feira, 28 de julho de 2009

Poeta de lua





POETA DE LUA

Estampa a noite oh meiga criatura
Vista de cetim os rios da doçura
Tênue círculo em conjectura
Causando tepidez por tal formosura

Estás nas alturas e enlevado
Finjo-me de sol despropositado
Para talvez ser teu bem amado
São fantasias de homem apaixonado

Teu olhar minha deusa fria
Estremece meu corpo, oh agonia!
Tudo daria para ter-te um dia...
Ilusão pensar que tu te entregarias.

Vou desfiando as horas com heresias
Ateu, pois não creio na alegria
Mal grado, tu és tão arredia
Mas no meu fado tu és toda poesia.

Estás na minha vida e alumia
Os caminhos desse mendigo que cria
Versos quebrados, rimas primárias
Perdido em tua explícita geografia!

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