terça-feira, 28 de julho de 2009

A estrela do poeta







A ESTRELA DO POETA

Celeste tu afrontas a escuridão
Impedir-me de tê-la é altivez
Não vê-la é esperar um talvez
Aos açoites vive meu coração

Esgotaram-se todas as fantasias
Meus disfarces e poesias
Dá-me a certeza, me sacia
Então gritarei teu nome, Maria!

Ser poeta é a grande alquimia
Amar e sofrer por vezes ao dia
Morrer e renascer por uma mulher

Mas se perder em versos sem conhecer
A estrela do meu amanhecer
É um castigo que eu não merecia!



Teu casaco de pele de leopardo
Estes olhos felinos amendoados
Pensas não havê-lo notado?
Porém, mantenho-me em resguardo

Pensas que já não li teus poemas?
Tenho vários nomes e personificações
Sou tua amada, razão das inspirações
Enigmas sempre causam problemas...

Se certeza tenho nesse instante
Juro que não serei tão distante
Prometo amar-te, ser lhe constante

Poeta deixe que agora me apresente
Sou a Vênus estou sozinha e carente
Esperando pelo sétimo céu somente!



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