terça-feira, 28 de julho de 2009

Borboleta













Borboleta II
Borboleta tu tens tanta realeza
Como pode deixar as asas presas
Nesta vida de tantas incertezas
E ainda assim esperar surpresas

Tu és linda, uma aquarela
Do jardim das rosas a mais bela
Ter-te em meus braços, quimeras
Beijar tua boca quem dera

Vagueias sem rumo, ao léu
Cada dia é um novo bordel
Luxúria por trocados de papel
Por um olhar teu irei ao céu

Ignorado compus estes versos
Mal amado e com complexos
Poeta imediato de reversos

Mas se tu me deres um amplexo
Faço-te meu mundo, convexo
Livro-te deste paraíso perverso.








Borboleta
Bailarina por natureza. Vai borboleta!
Incansável nas investidas,
mudava de cores todos os dias.
Queria a perfeição, a beleza.
Ansiava por um amor sem fronteiras.

Tão leve seu vôo. Voa borboleta!
Pousando sutilmente nas estrelas
que daqueles olhos azuis surgiam.
Atônita com esse brilho fugaz,
esquecia a realidade...

Aquele coração, aquele sentimento,
não te pertenciam.
Tão triste a verdade...

Voando... Ah!borboleta
no teu imaginário jardim,
as flores murcharam,
esperança nenhuma brota.
Dói ver-te assim!


2006 – Antologia Eldorado- Celeiro de Escritores



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