terça-feira, 28 de julho de 2009

Delíquios






DELÍQUIOS

Hei de lançar-me leve ao céu.
Leve como um papel,
Desprendido do livro
de algum menestrel.
Aventura da qual não me privo.

Desejo
é um ato normal,
Conseqüência natural,
Daquilo que sinto por você, oh mortal.
Não dá para ignorar este corpo forte,
Fenomenal!

Beijos
Choque de lábios tenros,
Frutos macios de açucares tantos,
Prová-los e não saboreá-los
É morrer em tentação.
Prefiro viver e sentir tal degustação.

Colóquios,
Para quê?
Os olhos falam mais que qualquer
Gesto.
Ruídos nestas horas são indigestos.

Em manifesto ao delíquio,
Hei de manter-me em silêncio
Para que os sons sejam apenas
Nossos delírios!

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