DELÍQUIOS
Hei de lançar-me leve ao céu.
Leve como um papel,
Desprendido do livro
de algum menestrel.
Aventura da qual não me privo.
Desejo
é um ato normal,
Conseqüência natural,
Daquilo que sinto por você, oh mortal.
Não dá para ignorar este corpo forte,
Fenomenal!
Beijos
Choque de lábios tenros,
Frutos macios de açucares tantos,
Prová-los e não saboreá-los
É morrer em tentação.
Prefiro viver e sentir tal degustação.
Colóquios,
Para quê?
Os olhos falam mais que qualquer
Gesto.
Ruídos nestas horas são indigestos.
Em manifesto ao delíquio,
Hei de manter-me em silêncio
Para que os sons sejam apenas
Nossos delírios!
Nenhum comentário:
Postar um comentário