
JARDINEIRO DO AMOR
Néctar abstraído da flor....
Feérico instante, demência
Pássaro sorvendo o fulgor
Rubra rosa em efervescência
Brilham as pétalas aveludadas
Do orvalho fino consagradas
A sede de cultivar amor saciada
Com a seiva das lágrimas derramadas
Loucura, embriagador desejo
Alça vôos e após longos beijos
Desbrava o mundo inteiro
Acreditando-o alvissareiro
Alucinações de um poeta modesto
Pelo odor inebriante vitimado
Um homem, nobre jardineiro
Que faz do viver um lindo canteiro!
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