terça-feira, 28 de julho de 2009

Morro á cada dia sem ter-te, amor!




Morro á cada dia sem ter-te, amor!

No inverno as aves migram ao norte
Buscam calor, aconchego, a sorte
Mantém-se as espécies, os ninhos
Breve, outros vôos de passarinhos
Penas, plumas de todos os portes

Minhas penas não há o que conforte
Nem mesmo alguém que se importe
Sem asas para buscar um caminho
Morro á cada dia sem ter-te, amor!

Meu peito traz os profundos cortes
Que sangram e sem que os reporte
São visíveis, falta-me carinho
Uma palavra, benzinho?
Para voar, ser mulher, consorte...
Morro á cada dia sem ter-te, amor!

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