
ODE AO HOMEM AMADO!
Vinde sem compromissos do dia
A complementar minha cama
Marília ficou só e vazia...
Não quero somente carne, quero alma
Vinde deus, rei dos meus credos
Olhai-me com paixão e ternura
Fazei com que arrepiem os pelos
Na leveza de dedos sobre a cintura
Vinde com seu manto de desejo
A esconder a grande excitação
Resposta do corpo, pós-beijo
Verve que me deixa roxa de paixão
Vinde com tua vara mágica
Transformai-me em adúltera
Tirai da cartola lúbrica
A faísca, daquilo que vitupera
Vinde dionisíaco, ébrio
Na tônica do descompasso
Dos passos que levam ao cio
Embriagues dos sentidos, mormaço
Vinde de braços abertos ao mundo
Pássaro negro em assédio
Atiçando meus sonhos profundos
As cavidades geradoras de ópio
Vinde na carência dos afetos
De amor te farei repleto
E na cor do pecado os ímpetos
Suscitarão o perdão, serás completo!
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