terça-feira, 28 de julho de 2009

Silente despedida





SILENTE DESPEDIDA


Murmurar silente, a chuva cai
Dos olhos rolam lágrimas
Adeus a um amor que se vai
Prostrada à porta, tarde pálida

Lividez de pele, tudo fere
Que se detenha a fria lua
Para não ofuscar a criatura
Em tanta apatia, interfere

Permita que ali permaneça
Deixe-a enterrar as dores
Na soleira por onde entrou amores

Que se cure ou adoeça
Com a cabeça á chuva, a lavar
A saudade que só faz maltratar!


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