SOU UM BLEFE
Perdoa-me esta infinda mágoa.
As marcas profundas em meu
Rosto, esta lividez aparente,
Os olhos sem lágrimas.
Já nem sei se sou gente!
.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
Perdoa-me pelo fado displicente
Caminhei tantas léguas, tenho sede
Meu rosto cadavérico, sou um blefe
As lágrimas nos olhos estão ausentes
Andei por aí, sangrando a alma
Desafiei a sorte, morri, renasci
Morri de amores e dores, vivi
Morta viva é minha fama!
Minhas mãos frias, esqueleto imóvel
Sem coragem para encenar um gesto
Manifesto interior, dor incurável
Perdoa-me a negação tão reprovável
Entenda meu ser faz protesto
Amar-te deste jeito é insuportável!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Sou um blefe!
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