terça-feira, 28 de julho de 2009

Sou um blefe!






SOU UM BLEFE

Perdoa-me esta infinda mágoa.
As marcas profundas em meu
Rosto, esta lividez aparente,
Os olhos sem lágrimas.
Já nem sei se sou gente!
.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

Perdoa-me pelo fado displicente
Caminhei tantas léguas, tenho sede
Meu rosto cadavérico, sou um blefe
As lágrimas nos olhos estão ausentes

Andei por aí, sangrando a alma
Desafiei a sorte, morri, renasci
Morri de amores e dores, vivi
Morta viva é minha fama!

Minhas mãos frias, esqueleto imóvel
Sem coragem para encenar um gesto
Manifesto interior, dor incurável

Perdoa-me a negação tão reprovável
Entenda meu ser faz protesto
Amar-te deste jeito é insuportável!

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