terça-feira, 28 de julho de 2009

Sem ti!





SEM TI!

Doce amado tu partiste de repente
Foste a desbravar outros mundos
Silente abandonei-me e descrente
Dos anjos, adormeci, sono profundo.


Devaneios possuíram-me, regressavas
Vinhas com tua túnica azul celeste
Ornado de fios dourados e cantavas
Sentado á sombra de velho cipreste.

Em afãs do onírico momento, te pertenci
Fui tua amante e em beijos me consagrei
Meu corpo preso à ternura e desvaneci.

Não, não hei de despertar, morrerei aqui
Onde o inconsciente te faz meu rei
Viver sem ti é morrer. Anfiguri!

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